WALDIR COSTA – Prefeitos eleitos podem enfrentar crise orçamentária aguda em 2021

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Respingo  – Vários prefeitos que teriam condições de reeleição em Rondônia estão repensando o futuro político. É que a ação do coronavírus descapitalizou o sistema público do país, que em certos casos, deixou estados e municípios “quebrados” +++ O problema é que estados e municípios não arrecadam e, até o final do ano, terão déficit orçamentário e não estarão sem condições de pagar fornecedores e em muitos casos, os servidores +++ Sem arrecadar não há como quitar as contas e, no caso, uma crise das mais agudas, a partir do próximo ano é aguardada como certa. Administrar municípios a partir do próximo ano será uma missão hercúlea a quem se eleger este ano +++ A elaboração do orçamento das prefeituras para o próximo ano é uma tarefa, que deve ser muito bem executada este ano, com muito critério e responsabilidade. A precisão é de orçamento com poucas possibilidades de atender as mínimas exigências de cada município, por isso os prefeitos que entregarão os mandatos em janeiro próximo e vereadores, que também terão o mandato concluído este ano devem estudar a fundo a proposta orçamentária para o próximo ano exercício, no caso 2021 +++ As previsão são preocupantes. E com a mínima possibilidade de ajustar as finanças das prefeituras e devido à crise econômico-social, de abrangência mundial. 

Americanos – Preparando um documentário que será lançado no final do próximo ano, nos Estados Unidos, dois documentaristas americanos que estiveram em Rondônia realizando imagens e áudios sobre agronegócio conversaram com o jornalista, José Luiz Alves, especialista da área, se mostraram impressionados com a boa preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável no Estado. De acordo com o relato dos gringos ao jornalista local, Rondônia será mostrada de maneira positiva, mesmo diante das queimadas e derrubadas desenfreadas de matas na Amazônia. Isso é problema de outros estados.

Prefeito – O PDT, partido presidido no Estado pelo senador Acir Gurgacz, segundo o presidente do diretório municipal de Porto Velho, Ruy Motta, terá candidatura majoritária nas eleições municipais de novembro próximo, que elegerão prefeito, vice e vereadores. Segundo Ruy, no contato com a coluna, o PDT não pretende compor indicando o vice, porque tem pré-candidato a prefeito e que seu nome é o escolhido para concorrer à sucessão municipal na capital. Na última semana, Ruy comandou reunião virtual com membros do partido, para tratar sobe as eleições em Porto Velho, e o senador Acir, deverá anunciar sua pré-candidatura, a exemplo do que fez com a deputada estadual Rosângela Donadon, pré-candidata em Vilhena, na última semana. A expectativa é grande.  

Decisão – Esta semana o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), que estaria disposto a não concorrer à reeleição, para desespero dos parceiros e dos puxa-sacos de plantão e alegria dos adversários, será decisiva sobre o processo sucessório municipal. Hoje temos mais de uma dúzia de postulantes ao cargo, que Hildon quer entregar no final do ano com a certeza do dever cumprido, mesmo enfrentando um período atípico desde a ação devastadora do coronavírus, que matou mais de 100 mil pessoas no Brasil e vai continuar matando, enquanto não houver uma vacina, um antídoto eficiente.  

Adversários – O quadro das eleições em Porto Velho, hoje, no caso de Hildon concorrendo à reeleição é favorável a ele, que certamente não teria muitas dificuldades, para chegar ao segundo turno, pois acreditamos que não há nenhuma chance de eleições definidas no primeiro turno, na capital em qualquer situação, com ou sem Hildon. Nem mesmo o jovem deputado federal Léo Moraes, que preside o Podemos no Estado e disputou o segundo turno com Hildon em 2016, sem o atual prefeito nas eleições teria chances de se eleger no primeiro turno. Mas os adversários estão animados com a possibilidade de Hildon ficar fora das eleições de outubro fora, pois, as duas vagas para o segundo turno ficaria indefinida e com pelo menos quatro nomes fortes.  


Fora – Também se comenta nos bastidores, que Léo Moraes, não disputará as eleições a prefeito de Porto Velho, com ou sem Hildon. Mas Léo não diz Sim ou Não, até por questões estratégicas. O último dia para as convenções é 16 de setembro e até lá, ainda, se tem muita discussão, acordos, inclusive traições pela frente. Mas já há quem aposte, que o presidente do PSB no Estado, deputado federal Mauro Nazif, que entregou o cargo para Hildon, após não conseguir chegar ao segundo turno na tentativa de se reeleger, deverá enfrentar as urnas e é um adversário expressivo em qualquer circunstância numa disputa pela prefeitura mais importante do Estado, a de Porto Velho. O assunto predominante na política, da capital, esta semana é seguramente o futuro político do prefeito Hildon.  



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