ROBERTO GUTIERREZ – Uma análise dos candidatos a prefeito em Ji-Paraná

0
116

Julian Cuadal

Julian CuadalUma das melhores coisas que aconteceu nestas eleições, em Ji-Paraná/RO, foi o surgimento do candidato a prefeito Julian Cuadal. Não digo isso pelo fato de ser Jovem, mas, por reunir muitas qualidades, entre elas, a capacidade de dizer o que pensa e a facilidade como expressa tudo aquilo que o bom senso deveria pautar na política. Julian, sem dúvida alguma, é o maior vitorioso nesta campanha, independente do resultado final, pois, após  15 de novembro de 2020, qualquer cargo político que for disputado em Rondônia, Julian será um nome a ser lembrado e levado a sério. Aliás, do grupo que ele pertence deram bons frutos: Airton, Silvia, Acir, Marcos e agora Julian. Uma vitória dele a prefeito seria prova clara de que o pensamento político não é conversível à filosofia política, à ciência política ou à ideologia, mas, o efeito de caracterizar a estrutura, na sua dimensão atuante e autônoma da boa nova.

João Durval

Quem disser que o médico João Durval, candidato a prefeito de Ji-Paraná, é um aventureiro, um aproveitador, ou um incompetente, estará cometendo uma tremenda injustiça. Ele tem uma história de vida que se confunde com momentos importantes de Ji-Paraná, além de ser um ser humano formidável. Vejo, porém, que ele, por convicção ou por estratégia, nunca se uniu a um grupo capaz de dar sustentação a sua aspiração política. Nestas eleições, o grande pecado dele não está no conteúdo, mas, sim, na forma.  Entenda o que quero dizer: Apesar de ser um homem maduro, 67 anos, deveria se expressar nos vídeos que produz com maturidade, como o senhor da sabedoria e da experiência que pode acrescentar algo com suas idéias e indagações. No entanto, é colocado na TV com um discurso gritante, de afinação alta alto, áspero, acelerado deixando no ar transparecer um certo desespero. Ou seja, ele se mostra na TV tudo aquilo que não o representa. Quem conhece João Durval sereno, equilibrado, sabe o que estou dizendo.


Jhony Paixão

Jhony Paixão é o mais vaidoso que a própria vaidade. Apresenta um discurso equivocado sobre o que é educação e revela retalhos de frases feitas como se estivesse interessado em convencer apenas  o pensamento tosco ou fundamentalista. Seu plano de governo tem coisas que podem ser aproveitadas, como qualquer plano de governo que se consegue usando Ctrl+C Ctrl+V na internet. Ter orgulho de ser militar é algo valoroso, mas, expor selfs de arminha em punho ao estilo Rambinho na porta do gabinete, revela um comportamento que Sigmund Schlomo Freud teria possibilidade de avaliar. Sua inconsistência não afasta, de forma alguma, quanto ao talento que tem de saber aproveitar as oportunidades. Aliás, vereador e deputado em dois anos de vida pública é um feito para poucos. Acredito que maturidade e uma boa leitura sobre os mecanismos da vida e da política lhe farão um bem danado.

Lincoln Assis 

Lincoln Assis de Astrê   teve um comportamento valoroso quando foi vereador. Nunca deixou de lutar por um espaço na política e sempre se posicionou como oposição. Sem um grupo que possa lhe dar maior sustentação política, caminha em seu cavalo para atacar moinhos de vento, como o personagem de Miguel de Cervantes, Don ‘Quixote’ de la Mancha. No fundo, ele, ao se posicionar como de “Direita”,  não conseguiu arregimentar o pensamento bolsonarista de eleitores.

Cláudia de Jesus

Cláudia de Jesus reúne qualidades surpreendentes e revela uma capacidade muito além do pensamento ora estigmado petista.  Na verdade, por ser uma Petista desde a mamadeira – afinal, ela é filha do ex-deputado federal Anselmo de Jesus, esta jovem vereadora paga o preço da generalização das coisas, da demonização feita contra o PT. Se estivesse em um outro partido o preconceito contra ela poderia ser menor.

Isau Raimundo

Isau Raimundo da Fonseca deu a sorte de conseguir um bom orientador de marketing que conseguiu lhe dar ares de maturidade, equilíbrio, e senhor das soluções.  Observe que isso vai na contramão do velho Isau de guerra que a gente conhece:  briguento que não leva desaforo para casa – (Isso faz lembrar a estratégia Lulinha-paz-e-amor) Apesar da sua base de propostas de governo serem superficiais e até mesmo de consistência populista, Isaú desperta sentimentos de herói-bandido, em especial, para quem conhece as provações que teve na vida, desde 1992, quando estava no local errado e na hora errada, que se tornou o maior pesadelo da vida dele. Refeito das peças que a vida nos prega, o controverso Isaú parece que, desta vez, está na hora certa e no lugar certo de sua vida. Coragem seria a palavra que poderia defini-lo.  O que poderá acontecer depois, só o tempo dirá. A sorte está lançada.



CURTA/SIGA/ACOMPANHE-NOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here