Problema de coluna é a doença crônica que mais afeta o rondoniense; pressão alta é a segunda

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A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que, em 2019, 47,4% da população de Rondônia com mais de 18 anos tinham pelo menos um mal crônico, entre eles, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes, depressão e problemas relacionados à coluna vertebral. 

O problema crônico mais comum entre os rondonienses é este últimol. Em 2019, 21,9% da população adulta apresentava este sintoma em Rondônia, sendo o segundo maior índice entre estados da Região Norte. Em Porto Velho, a taxa é de 16,3%.

HIPERTENSÃO ARTERIAL — A segunda doença crônica mais prevalente é a hipertensão arterial. A PNS mostrou que 18,8% da população rondoniense com mais de 18 anos tem diagnóstico médico para esta enfermidade, sendo que as mulheres têm proporção maior que os homens: 21,4% do universo feminino tem este diagnóstico enquanto que no universo masculino esta proporção é de 16,1%. 

DIABETES — Em relação à diabetes, terceira enfermidade mais frequente, a PNS aponta que 12,1% da população de Rondônia com mais de 18 anos nunca fizeram um teste de glicemia. A proporção entre os homens é maior que entre as mulheres: 17,4% e 7% respectivamente. 

A Pesquisa revelou ainda que das 66 mil pessoas, em Rondônia, com diagnóstico de diabetes, 76,5% tomaram medicamento ou usaram insulina, taxa semelhante à de Porto Velho: 78,7%. Também foi constatado que dos rondonienses que tomaram medicamento, 21,7% obtiveram pelo menos um remédio no programa “Aqui tem farmácia popular”. 


Tanto o estado quanto a capital apresentam os maiores índices brasileiros de diabéticos com grau intenso ou muito intenso de limitações nas atividades habituais em decorrência da doença. Em Rondônia, 11,3% dos diabéticos estavam nesta situação e, em Porto Velho, a taxa foi de 26,4%.

DOENÇAS CARDIOVASCULARES — Houve ainda a constatação que 3,9% da população de Rondônia com mais de 18 anos têm alguma doença do coração. Dos rondonienses com alguma doença cardíaca, 13,3% já fizeram cirurgia de ponte de safena ou colocação de stent ou angioplastia. Em Porto Velho, a proporção de operados chega a 21,4%. Em relação a limitações nas atividades habituais nas pessoas com problemas cardíacos, 11,9% dos rondonienses apresentam grau intenso ou muito intenso.

DEPRESSÃO — A PNS mostrou um aumento de quase 70% nos casos de depressão nos rondonienses com mais de 18 anos entre 2013 e 2019. Em 2013, havia 67 mil pessoas no estado com este diagnóstico, subindo para 113 mil em 2019. Porto Velho subiu de quatro mil pessoas com depressão para 21 mil neste período.

Dos rondonienses com depressão, 36,2% usaram medicamento para a doença, 21,9% faziam psicoterapia e 16,1% possuíam grau intenso ou muito intenso de limitações nas atividades habituais. Em Porto Velho, estes índices foram de 36,5%, 29,6% e 11,5%.

DOENÇAS MENTAIS — A Pesquisa revelou ainda que, entre os estados da Região Norte, Rondônia tem a maior proporção de pessoas com mais de 18 anos com diagnóstico de doença mental (como esquizofrenia, transtorno bipolar, psicose ou TOC): 5%. O segundo estado nortista com o maior índice foi Tocantins, com 3,6%. Em relação às capitais do Norte, Porto Velho e Belém possuem os menores índices: 1,7% e 1,6% respectivamente.



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