Prefeitos de três cidades afirmam que não vão acatar novas medidas restritivas

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A grande maioria dos municípios atingidas pela portaria do Governo Marcos Rocha, retornando à fase mais rígida de distanciamento social, é contra o fechamento total do comércio e alguns decidiram rebelar-se contra a decisão, tomada após audiência judicial e em comum acordo com o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves.

São Miguel, Cacoal e Nova Mamoré decidiram não obedecer às novas regras e devem manter abertas todas as atividades comerciais e não apenas as essenciais. A justificativa é o apelo popular pela manutenção dos empregos, queda na arrecadação e os números de infectados pelo novo coronavírus estarem controlados, diferente da capital rondoniense, onde perdeu-se o controle sobre a pandemia.

Na Assembleia Legislativa, os deputados estaduais também se posicionaram contra o decreto do governador e resolveram trancar a pauta até o Governo rever sua decisão. Na prática, nada será votado, inclusive os remanejamentos orçamentários comuns na gestão do governador Marcos Rocha.

O presidente da casa de leis, Laerte Gomes, foi o mais incisivo. Para ele, os municípios não podem pagar pela falta de leitos agravada principalmente pelo descontrole sanitário em Porto Velho, onde se concentra o maior número de casos. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) deveria ter descentralizado os atendimentos aos pacientes há vários meses. O próprio Laerte foi um dos parlamentares que mais lutou pela abertura de vagas em Ji-Paraná, justamente para evitar o colapso da Saúde e consequentemente fechamento do comércio.

Até a semana passada, Rondônia estava com suas atividades praticamente normais. A Procuradoria Geral do Município (PGM) de Porto Velho embasada com dados técnicos pediu à Justiça o “lockdown” na cidade porque a capacidade de leitos está no limite e há o risco iminente de colapso. A Justiça convocou, então, uma audiência com os envolvidos e o governo decidiu em acordo com o prefeito Hildon Chaves, retroagir à Fase 1 e manter abertas somente as atividades essenciais não apenas em Porto Velho, mais também em outros 21 municípios. Isso causou muita discordância por parte de prefeitos e também entre a população, que teme o desemprego. 




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