Presidente de colônia de pescadores pede mais fiscalização contra pesca ilegal

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Duas situações estão preocupando bastante a diretoria da Colônia de Pescadores Z-9, com sede em Ji-Paraná. A primeira delas é referente ao período de seca que  faz 80% das espécies dos peixes do rio Machado praticamente “desaparecer” porque eles se escondem em grutas, ilhas e entre as pedras.

A segunda situação, ainda mais grave, é o aumento da presença de pescadores  amadores, que acabam pescando de forma irregular. Para a diretoria da colônia, a fiscalização feita pelos órgãos responsáveis deixa a desejar e permite a presença de pessoas não habilitadas nessa atividade.

Manuel Batista, presidente da Colônia dos Pescadores Z-9, disse que a pesca a cada dia fica mais prejudicada pelos dois fatores informados. Segundo ele, todos os anos, nesse período com a baixa do nível de água dos rios, o trabalho do pescador profissional, torna-se muito difícil.

Ele frisou que a presença dos pescadores amadores é muito preocupante e isso acaba prejudicando inúmeras famílias que sobrevivem da pesca. “Eles desrespeitam a cota que têm direito. Isso é muito prejudicial”, lamentou. Batista alertou, ainda, que o pescador amador só poderia usar linhada de mão ou molinete, Mas isto não está sendo cumprido. “Eles podem pescar, no máximo, 10 quilos, segundo portaria estadual e 15 quilos pela portaria federal. Mas não respeitam nada”, concluiu.

O tenente Adlon Cláudio, da Polícia Militar, admite que a fiscalização desse crime está sendo feita de forma esporádica e, por isso, foi firmada parceria com a Sedam, e o efetivo da PM ganhou reforços, mas ainda é difícil atender todas as demandas. “Fiscalizamos muitos delitos. Além da pesca, temos as denúncias de queimadas, de desmatamento e o transporte de madeira ilegal. E temos uma grande extensão de ação entre Jaru e toda a região do Vale do Guaporé para atual”, explicou o tenente. 




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