Não tem sido fácil manter o comércio de portas abertas neste momento de incertezas. Os empresários ora podem funcionar, ora devem seguir o decreto de fechamento. Assim tem sido a vida dos empresários que geram emprego e renda para o município e muitos setores econômicos foram atingidos.

No entanto, um fator positivo é que mesmo com os impasses causados pela pandemia a economia segue estatisticamente no mesmo patamar, sendo 80% dos pacientes curados e comércio mantendo cerca de 80%  das vendas em relação ao ano passado. “À medida que o número de curados aumenta, a economia também reage”,  frisou Nayara Trindade, administradora da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Ji-Paraná.

De acordo com a executiva, os dados mostram por exemplo que o mês de junho, data em que se comemora o Dia dos Namorados teve resultados positivos para a economia, apesar de não superar as vendas do ano passado. Mesmo mais fraco o movimento foi suficiente para aquecer o seguimento de calçados e confecções, perfumaria entre outros.

O relatório divulgado pela CDL este mês mostrou que o mês de junho teve um aumento em torno de 5% no número total de consultas e uma queda de 20% no total de CPF consultados. Isso aponta que uma mesma pessoa foi consultada mais que uma vez. “Esses dados indicam que o consumidor está pesquisando melhores formas de pagamento e que o comércio está com mais cautela ao vender”, frisou Nayara.

OUTRO FATOR POSITIVO é que do total de consultas realizadas apenas 26,64% apresentaram algum tipo de restrição, o índice mais baixo de 2020. Esse mesmo relatório também mostrou que o fluxo de pessoas no comércio reduziu em função da pandemia. “Mesmo com os cuidados adotados no comércio, o fluxo reduziu consideravelmente, os clientes estão comprando, mas não com a mesma frequência e volume. Aderiram também a outras formas de receber o produto, como o condicional”, comentou a administradora da CDL.


Alguns setores ainda amargam os resultados negativos neste período, como o de eventos e de prestadores de serviços. Outros, porém, como o de autopeças e  de materiais de construção tiveram procura maior nestes quatro meses, o serviu de contraponto na balança da economia local e evitando que o sistema local não entrasse em colapso.

De acordo com Kevin Martin, gerente de uma autopeça em Ji-Paraná, a loja registrou aumento gradativo nos serviços prestados, chegando a uma taxa de 7% a mais que o ano passado. “Nos últimos quatro meses identificamos um aumento maior na procura pelos nossos serviços. A demanda até nos surpreendeu em função de estarmos vivendo uma pandemia. O setor de autopeças não foi tão afetado assim”, declarou aliviado.



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