Os dez erros de português mais frequentes e aqueles “imperdoáveis”. Confira.

0
21

Tenho publicado aqui material de um dos professores de Português mais respeitados do Brasil, com três décadas de experiência em sala de aula. Ele se tornou muito conhecido no quadro Soletrando, do programa Caldeirão do Huck. Estou falando de Sérgio Nogueira que, recentemente, lançou seu canal de youtube e cujo endereço virtual pode ser acessado AQUI. Neste canal são encontrados vídeos sobre as mais corriqueiras dúvidas, aquelas aparentemente sem importância, mas que costumam provocar situações de embaraço no dia a dia, principalmente no ambiente profissional. Para hoje, trazemos os erros mais comuns e aqueles “imperdoáveis”, segundo o professor.

O PROF. SÉRGIO NOGUEIRA

As dez palavras escritas erradas com mais frequência são:

1. asterístico – cuja forma certa é asterisco, pois significa “pequeno áster”, assim como o “chuvisco” é o diminutivo de chuva.
2. beneficiente – a forma correta é “beneficente”, pois a palavra não deriva de “ciência”, e sim de “fazer o bem”.
3. desinteria – o correto é “disenteria”. O prefixo “dis” significa “mau funcionamento”, e “entero” significa intestino.
4. impecilho – o certo é “empecilho”. Não vem do verbo “impedir”, e sim do arcaico “empecer”, que é “criar obstáculo”.
5. freiada – não se deve colocar o “i”, apesar da palavra pertencer à família da palavra “freio”. O mesmo fenômeno acontece com “parceiro” e “parceria”. Trata-se de um fenômeno chamado de monotongação: é quando o ditongo desaparece na palavra derivada.
6. meretíssimo – vem de mérito, então o correto é “meritíssimo”
7. reinvindicação – o correto é “reivindicação”.
8. paralização – deve-se usar S em vez de Z, assim como nas palavras “paralisar” e “analisar”
9. côco – não se deve acentuar essa palavra, e sim a oxítona “cocô”.
10. rúbrica – a escrita correta é sem o acento, pois a sílaba tônica é “bri”.

Os erros que o professor considera imperdoáveis são:


1. depedração – o correto é “depredação”.
2. estrupo – a grafia correta é “estupro”.
3. mortandela – não há N nessa palavra.
4. mendingo – também não há N em “mendigo”.
5. adevogado – não há E, muito menos I, alerta o professor.
6. seje – o correto é “seja”.
7. mixto – o X está errado. A forma correta é “misto”
8. simplismente – o professor culpa a pronúncia da palavra, pois apesar de ser escrita com E, ela é falada com I por muitas pessoas.
9. previlégio – “as pessoas acham que estão falando bonito, quando é ‘privilégio’”, alerta o professor.
10. derrepente – o correto é separar (“de repente”). Além disso, o professor vê o sentido ser trocado. Em vez de “repentinamente”, pessoas usam “de repente” como um sinônimo para “talvez”, como na construção “de repente ele é a favor”.

(*) Marcos Lock é jornalista profissional com licenciatura em Letras/Português pela Universidade Federal de Rondônia. Suas dúvidas podem ser encaminhadas para o whatsapp 9.9328-1521. 



CURTA/SIGA/ACOMPANHE-NOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here