ONU pede punição exemplar aos responsáveis pelas agressões a João Beto

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Numa nota oficial publicada nesta sexta-feira (20), a se da ONU – Organizações das Nações Unidas no Brasil contradiz o vice-presidente do Brasil , Hamilton Mourão, e aponta que a morte de João Alberto Silveira Freitas “é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira”.

No comunicado a organização repudiou o fato de o brasileiro ter sido “brutalmente agredido” e pede investigação exemplar e rigorosa. “A violenta morte de João, às vésperas da data em que se comemora o Dia da Consciência Negra no Brasil, é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira”, diz a ONU em sua nota.

O texto prossegue: “Milhões de negras e negros continuam a ser vítimas de racismo, discriminação racial e intolerância, incluindo as suas formas mais cruéis e violentas. Dados oficiais apontam que a cada 100 homicídios no Brasil, 75 são de pessoas negras. O debate sobre a eliminação do racismo e da discriminação racial é, portanto, urgente e necessário, envolvendo todas e todos os agentes da sociedade, inclusive o setor privado. A proibição da discriminação racial está consagrada em todos os principais instrumentos internacionais de direitos humanos e também na legislação brasileira.”

A ONU Brasil ainda pede que as autoridades brasileiras garantam “a plena e célere investigação do caso e clama por punição adequada dos responsáveis, por reparação integral a familiares da vítima e pela adoção de medidas que previnam que situações semelhantes se repitam”. A ONU também “convida toda a sociedade brasileira, a partir da Campanha Vidas Negras, a participar ativamente da construção de uma sociedade igualitária e livre do racismo. Vidas negras importam e não podem ser deixadas para trás.”



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