Crise mumdial pode ter feito com que empregos formais diminuíssem também no Brasil

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid), referente ao mês de agosto, mostrou que o estado de Rondônia registrou 9% de taxa de desocupação, sendo a segunda melhor do país, ficando atrás apenas de Santa Catarina, que registrou 8,2%. A taxa brasileira foi de 13,6% e a da Região Norte de 14,2%.

Em relação à informalidade, foi identificado que 313 mil trabalhadores não tinham carteira assinada ou registro em Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), representando 42% das pessoas ocupadas, que foi o mesmo índice de julho. A taxa mais alta de informalidade é a do estado Pará (52,3%) e a mais baixa a de Santa Catarina (20,3%). O índice brasileiro é de 33,9% e da Região Norte é de 48,9%.

Das 745 mil pessoas ocupadas em Rondônia no mês de agosto, 695 mil (93,3%) não foram afastadas de seus trabalhos, sendo que destas 43 mil executaram suas atividades de forma remota. Dos outros 50 mil ocupados, 35 mil foram afastados de seus postos devido ao distanciamento social e 15 mil foram afastados por outro motivo. Destes 50 mil afastados, 12 mil (23,9%) deixaram de receber suas remunerações.

A PNAD Covid19 mostrou ainda que das pessoas ocupadas, 37,5% (279 mil) eram empregados do setor privado, 33,8% (252 mil) eram trabalhadores por conta própria e 12,8% (96 mil) eram militares e servidores estatutários.

Por grupamento de atividade, a agropecuária continua sendo o setor que mais emprega em Rondônia. Em agosto, 20,8% (155 mil) dos ocupados trabalharam nessa atividade, seguido do setor público, que registrou 19% (142 mil). O comércio empregou 119 mil pessoas, sendo o terceiro grupamento mais representativo.


Em relação ao recebimento de algum auxílio relacionado à pandemia, a Pesquisa apontou que em 50,3% dos domicílios rondonienses pelo menos uma pessoa foi atendida. Também foi demonstrado que em 6,4% dos domicílios alguém está inscrito no programa Bolsa Família.

Aumenta o número de estudantes com atividades disponibilizadas durante a pandemia

Em agosto, havia 420 mil estudantes em Rondônia, sendo 259 mil no ensino fundamental, 88 mil no ensino médio e 73 mil no ensino superior. Em todos os níveis, houve aumento dos estudantes que tiveram atividades disponibilizadas.

Entre os 354 mil estudantes com atividades disponibilizadas, 226 mil são do ensino fundamental, 74 mil do ensino médio e 54 mil do ensino superior. No mês de agosto, 202 mil estudantes tiveram cinco dias de atividades escolares.

Em relação ao rendimento domiciliar per capita, aumentou o número de atividades disponibilizas entre os que ganham até dois salários mínimos. Entre os que tem rendimento maior de dois salários mínimos, o número de estudantes que tiveram atividades manteve-se estável.



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