JOÃO ALBERTO SILVEIRA FREITAS E A ESPOSA, MILENA BORGES ALVES

05Na quinta-feira (19) à noite, João Alberto Silveira Freitas, o “João Beto” e sua esposa, Milena, compareceram ao supermercado Carrefour, no bairro Passo D’Areia, na zona norte de Porto Alegre, para comprar os ingredientes de um pudim de pão, além do necessário para o jantar. Compraram beterraba, alface, tomate, ovos, leite, pão e leite condensado. Gastaram cerca de R$ 60.

O casal ficou poucos minutos no interior do estabelecimento escolhendo os produtos. Ao chegar ao caixa, Freitas referiu-se a uma segurança fazendo algum gesto para Milena e isto teria desencadeado o episódio de violência que culminou com a morte de Freitas. “A segurança se sentiu ofendida e chamou os colegas. Mas ele sempre foi muito brincalhão”, disse a esposa.

Em seguida, outros seguranças passaram a segui-lo enquanto ele estava indo em direção ao estacionamento. Milena ficou no caixa para pagar. Quando ela se dirigiu ao estacionamento, viu seguranças correndo e passando por ela. Não sabia que estavam atrás de seu marido. Ao chegar à garagem, deparou-se com dois homens imobilizando Freitas. Àquela altura, eles já o haviam espancado durante muitos minutos (mais de 5 segundo a polícia). Os agressores eram um segurança do local e um policial militar temporário, que também fazia a segurança do local.

Uma funcionária do Carrefour disse que Freitas teria desferido um soco contra o policial. “A partir disso começou a briga e os dois agrediram ele na tentativa de conter o Freitas. Eles (o policial e o segurança) chegaram a subir em cima do corpo dele, colocaram perna no pescoço ou no tórax”, disse o delegado plantonista Leandro Bodoia. 

Ontem, sexta-feira (20) o Instituto-Geral de Perícias (IGP) informou que a causa provável da morte de Freitas foi asfixia, versão confirmada por uma análise preliminar. Durante as agressões a vítima foi imobilizada pelos vigias com o golpe conhecido como “mata-leão” e com o joelho de um deles nas costas, o que teria provoca a morte no local do crime. A conclusão  definitiva será dada pelos exames laboratoriais, cujos laudos devem ser concluídos nos próximos dias. Tanto o segurança quanto o policial agressores foram presos imediatamente e devem responder por homicídio triplamente qualificado.

De acordo com a Polícia Civil, Freitas possuía antecedentes criminais por violência doméstica, lesão corporal e ameaça que teria sido cometida contra uma outra mulher e não na atual esposa.




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