Álcool combustível contra o coronavírus: PRÁTICA ILEGAL flagrada pela Vigilância em Ji-Paraná

Denúncia foi feita por leitores do Repórter RO que a encaminhou às autoridades locais. O desdobramento da ação foi detalhado em entrevista exclusiva da diretora da Vigilância Sanitária a este portal

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A DIRETORA ANA MARIA (DE ROSA) E SUA EQUIPE NA SEDE DO VIGILÂNCIA, NO PRIMEIRO DISTRITO

Leitores/internautas do Repórter RO fizeram chegar à redação a informação de que estabelecimentos comerciais e postos de gasolina do Segundo Distrito de Ji-Paraná estariam usando álcool combustível para borrifar nas mãos de clientes e funcionários.

A diretora Ana Maria Santos concedeu entrevista ao jornalista Marcos Lock, editor de Conteúdo do Repórter RO explicando e justificando por que o álcool de combustível não pode, sob nenhuma hipótese, ser usado para impedir o contágio do coronavírus. Ouça a entrevista na íntegra:

 

A reportagem saiu às ruas e, infelizmente, constatou o fato. Em um dos locais — um posto de combustível — o gerente admitiu que adotava a prática porque o álcool de veículos seria ainda mais eficiente do que o álcool 70%.

O consultor técnico da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Ricardo Dilser, discorda frontalmente. Ele esclareceu ao site Autopapo que o etanol vendido nas bombas é hidratado, ou seja, tem um percentual de água de 7%, sendo considerado 93°GL. “Álcoois com concentração maior do que 70% ou abaixo desse valor não são eficientes no combate ao coronavírus por motivos diferentes. No caso do álcool de posto, que tem uma concentração acima de 90%, o álcool evapora com mais facilidade, antes do tempo necessário para a sua ação contra o vírus”, justificou Dilser.


Ainda segundo o consultor o álcool combustível não pode ser usado como desinfetante. “Ele não é eficiente contra a Covid-19 e ainda pode ser tóxico!”, enfatizou.

Por fim, salientou o técnico, o álcool de posto pode ter a presença de outras substâncias, como metanol e hidrocarbonetos, que colocam em risco a saúde humana, mesmo que seja diluído em água. “O combustível pode provocar irritação na pele e em contato com os olhos, costuma causar irritação severa”, concluiu

TODAS ESTES DADOS  TÉCNICOS são endossados por Ana Maria Santos, diretora da Vigilância Sanitária de Ji-Paraná, que recebeu a denúncia deste portal há dois dias. De pronto, ela enviou a equipe de fiscalização aos estabelecimentos suspeitos, entre eles várias lojas e postos de gasolina. Foram todos notificados e alertados para a ilegalidade e perigo do procedimento e que o  Procom-RO deve, nos próximos dias, recolher amostras das garrafas borrifadoras. Se novamente o problema for acusado, o estabelecimento será multado e poderá até ser fechado por um determinado período.

A diretora Ana Maria Santos concedeu entrevista ao jornalista Marcos Lock, editor de Conteúdo do Repórter RO, explicando porque o álcool de combustível não deve, sob nenhuma hipótese, ser empregado para impedir o contágio do coronavírus. Ouça a entrevista na íntegra:

 



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