GLAUCOMA – Hoje é o dia nacional da doença que é a 2ª causa mundial de cegueira

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Nesta terça-feira (26) é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, doença irreversível que acomete os olhos, provocada pela elevação da pressão ocular. O glaucoma se tornou a segunda causa de cegueira no mundo, perdendo só para catarata, revela a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Até o final de 2019, o Núcleo de Oftalmologia de Rondônia, que funciona na Policlínica Oswaldo Cruz (POC), em Porto Velho, atendia a mais de 240 pacientes por mês, com sintomas que podem caracterizar o glaucoma.

Geralmente, essa doença pode se desenvolver durante meses ou anos sem apresentar nenhum sintoma. Os sintomas só aparecem na fase mais avançada, quando a pessoa começa a esbarrar nas coisas, em consequência da perda da visão periférica. Ou seja, ela vê bem o que está na sua frente, mas não enxerga o que está dos lados.

Estima-se que a prevalência da doença no mundo é de, aproximadamente, 1% a 2%, já no Brasil, aproximadamente um milhão de pessoas acima de 40 anos.

A médica oftalmologista da POC, Maria Ivanete Oliveira de Souza, lembra que a data de hoje foi estabelecida para alertar as pessoas a respeito da importância do diagnóstico precoce. Uma estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) dá conta de 80 milhões de pessoas com glaucoma no mundo até este ano, o que reforça a campanha de prevenção. “Muita gente tem e não sabe, porque o glaucoma é silencioso e quando destrói o nervo óptico a pessoa irá percebê-lo avançado”, explica Maria Ivanete.


A SUSPEITA LEVA A EXAMES complementares feitos na Policlínica: medida da pressão intra-ocular, campo visual, retinografia e tomografia de coerência óptica (OCT). Segundo Maria Ivanete, para o uso de colírios, tudo é muito rápido. Após o diagnóstico, na sequência, a pessoa marca consultas, conforme a regulação. Se os colírios não resolverem, restará à pessoa a cirurgia a laser ou a trabeculotomia. A cada seis meses, acontece o retorno à consulta, desde que a pressão esteja sob controle, se assim não for, o retorno deve acontecer mensalmente.

Investindo cerca de R$ 1 milhão por ano, o Governo de Rondônia fornece aos pacientes colírios, que são medicamentos caros, porém, essenciais para o controle da doença.



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